Software como ato de pensar.
Modo Conceito é um estúdio brasileiro de produto digital. Trabalhamos lado a lado com fundadoras, equipes técnicas e instituições para transformar ideias densas em interfaces que cabem na mão.
Seis projetos
que escolhemos
levar mais longe.
Cada projeto começa com uma pergunta que ainda não tem resposta confortável. O resto é trabalho — pesquisa, prototipação, código, e a teimosia de revisar tudo na quinta versão.
Vento — última milha de carbono neutro para a Grande São Paulo.
Roteirização que assume os ônibus elétricos da cidade como infraestrutura compartilhada. 11.200 entregas/mês, 38% menos emissões.
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Pomar — crédito justo para pequenos produtores do semiárido.
App offline-first em tupi-guarani, português e espanhol. Modelo de risco co-construído com cooperativas no Vale do Jequitinhonha.
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Glia — neurociência aplicada para professores da rede pública.
Trilhas de formação que cabem em 14 minutos no intervalo entre aulas. Feito junto com a Faculdade de Educação da USP.
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Fauna — a rede social que coletivos artísticos pediram, mas ninguém construiu.
Federada, sem timelines algorítmicas, organizada por afetos. 9 mil pessoas. Zero anúncios. Zero scraping.
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Latitude Zero — navegação ciclística para São Paulo, Recife e Rio.
Mapa colaborativo de cicloativistas. Rotas medidas por sombra, calor e ruído — não só por distância.
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Saco Plástico — mercado de materiais reciclados para a construção civil.
Liga catadores, cooperativas e construtoras certificadas. Ciclo completo de rastreabilidade ESG, com nota fiscal e selo ABNT.
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Como redesenhamos a última milha da capital paulista.
Quando a Vento nos procurou, em janeiro de 2024, a operação era simples no papel e impossível na prática: trezentos motoboys, oito vans elétricas, e uma planilha de Excel decidindo o destino de cada pacote. A pergunta era direta — como uma cidade do tamanho de São Paulo aprende a entregar coisas sem queimar combustível?
Passamos as primeiras seis semanas em campo. Andamos com motoristas pelo centro expandido, mapeamos os pontos cegos do trânsito da Marginal, e descobrimos algo que nenhum dashboard mostrava: 41% dos atrasos vinham de prédios sem zona de carga. O problema não era de roteirização. Era de combinação — entre o que a frota podia carregar, o que o motorista conhecia, e o que o porteiro deixaria entrar.
A solução foi construída em três camadas. Primeiro, um modelo de dados geoespaciais que combina IPTU, alvarás de zona azul, e mais de quarenta mil pontos verificados por motoristas. Em cima disso, uma API de roteirização que não otimiza só por distância — também por sombra urbana, calor de superfície (medido por satélite Landsat) e janelas de recepção declaradas pelo destinatário. E, no front, um app que cabe em uma mão suja de chuva, com tipografia de 22pt e botões pensados para luvas de motoqueiro.
Em quatorze meses, a operação cresceu 4,2x. As entregas passaram de 2.700 para 11.200 ao mês. As emissões por pacote caíram 38%. Mas o número que mais nos emociona é outro: 92% dos motoristas dizem que o aplicativo "não atrapalha mais" — depois de oito iterações desenhadas, justamente, com eles.
Construímos software como se constrói cidade. Devagar. Com intenção. Para quem ainda não chegou.
— Ana Vasconcellos, Heitor Mendes, Júlia Okabe & Tomás Vieira · sócias-fundadoras
Tem um problema
que ninguém encarou
direito ainda?
Contamos as primeiras conversas como parte do trabalho. Trinta minutos por chamada, e nunca cobramos por elas — preferimos descobrir, antes, se temos algo de útil para dizer.
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