Ana Vasconcellos
Sócia · Estratégia & pesquisa
Antropóloga de formação, engenheira por desvio. Conduz a pesquisa de campo e a parte mais teimosa das reuniões iniciais.
Fundado em 2018, em uma sala dividida acima de uma livraria na Rua Augusta. Hoje continuamos no mesmo prédio — mas agora ocupamos dois andares e três fusos horários, com pessoas em São Paulo, Recife e Lisboa.
Ana, Heitor, Júlia e Tomás se conheceram em uma fintech grande no Itaim. Em janeiro de 2018, todos pediram demissão na mesma semana. Não foi planejado — foi um sintoma. Cada um tinha a mesma ideia incompleta sobre como produto digital devia ser concebido: com mais escuta, menos arrogância, e um respeito quase editorial pelo problema antes da solução.
O primeiro cliente foi uma cooperativa de motoristas de aplicativo no ABC. Não pagaram. Ainda assim, voltariam a contratar três vezes nos anos seguintes — agora como empresa formalizada, com mais de mil associados.
Nosso filtro é desconfortavelmente subjetivo: o problema importa? A equipe escuta? O cronograma respeita o ofício? Quando esses três se alinham, dizemos sim. Quando não, recomendamos colegas e seguimos em frente — preferimos perder um contrato a aceitar um trabalho que vai sair mediano.
Há quatro anos publicamos, em pt-BR e en, todos os projetos que recusamos e o motivo. É um documento longo. Aprendemos mais com ele do que com qualquer briefing aceito.
São diretrizes que cabem em uma página A4. Reescrevemos em 2020, 2022, 2024. A próxima revisão acontece quando uma sócia ou pessoa de time argumenta o contrário com convicção.
Nenhum projeto começa em ferramenta de design. Começa em campo, em call, em planilha — em qualquer lugar onde o problema ainda fala português coloquial e não jargão de produto.
Nossas equipes trabalham embarcadas. Daily, retro, stand-up — todas conjuntas com o time da empresa. O hand-off é diário, não em milestone.
Defender tipografia, espaçamento e nomenclatura de variáveis é defender que o ofício importa. Estética é o resíduo visível da disciplina.
O Brasil tem 215 milhões de falantes. Construímos pensando neles. Inglês é a segunda língua da arquitetura — não a primeira do produto.
Atendemos WCAG 2.2 AA como padrão de saída. Em produtos públicos, fazemos auditoria de leitor de tela com pessoas cegas — pago, sempre.
Mantemos office-hours mensais com clientes anteriores. Sem cobrar. Aprendemos mais com produtos depois de seis meses no ar do que durante a entrega.
14 pessoas, 14 contratos diferentes — todos com participação nos resultados anuais e cláusula de revisão a cada 18 meses.
Continuamos pequenas o suficiente para que cada engajamento tenha pelo menos uma sócia presente nas reuniões importantes. Isso não escala — e essa é a ideia.
Sócia · Estratégia & pesquisa
Antropóloga de formação, engenheira por desvio. Conduz a pesquisa de campo e a parte mais teimosa das reuniões iniciais.
Sócio · Engenharia de plataforma
Vinte anos escrevendo Elixir e Ruby. Defende tabelas de banco do mesmo jeito que defende um manuscrito raro.
Sócia · Direção de design
Tipógrafa por treino, designer de produto por escolha. Cuida do que separa "funciona" de "está pronto".
Sócio · Operações & contratos
O sócio que lê todo contrato em voz alta antes de assinar. Cuida do que ninguém mais quer cuidar.
Não somos uma agência. Não somos uma consultoria. Somos um ofício.
— assinado pelas catorze pessoas do estúdio · revisado em março de 2026Abrimos vagas duas vezes por ano. Para projetos, recebemos conversas o ano todo. As duas portas dão para a mesma sala — escreva pelo canal que fizer mais sentido.
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